Todo texto, sobretudo quando elaborado em situação de comprometimento e sob condições impostas (por exemplo, com espaço definido, tempo limitado e tema de surpresa) está sujeito a deslizes ou cochilos que, numa releitura atenta, podem ser percebidos pelo próprio enunciador e corrigidos. Não fazer isso antes de dar a redação definitiva é desconsiderar essa condição de fragilidade.

Dentre os erros, os mais fáceis de perceber e reparar são os de nível gramatical. Mas os que merecem mais atenção são aqueles que interferem no significado. Veja a seguir os principais que elencamos para você evitá-los:

1) Blábláblá
É o caso de formulações que, por serem mal planejadas, gastam palavras desnecessárias. A recorrente expressão “na sociedade contemporânea globalizada”, por exemplo, é muitas vezes exemplo disso: se a noção de “sociedade globalizada” não será explorada no texto, mencioná-la a esmo é puro “blábláblá”.

2) Falhas de coesão
É comum que o uso de pronomes como “seu” e “sua” gerem ambiguidade, por não estar sempre claro o referente desses termos. Também as conjunções merecem cuidado: se a falta delas pode deixar um texto menos claro, o uso indevido de um conector é ainda mais desastroso. Cuidado com a explicitação de relações de causa (“porque”, “uma vez que”) e de oposição (“no entanto”, “contudo”).

3) “Dá pra entender…”
Trechos fora de progressão ou não suficientemente esclarecidos na relação com o contexto são um problema. A dissertação é um texto do universo comentado e deve ser autossuficiente, ou seja, as informações nela apresentadas necessitam de julgamentos sustentáveis que devem ser compreendidos sem o auxílio dos textos de apoio. Uma dica é “fazer de conta”: “faz de conta” que o corretor não dispõe das informações da proposta e manda bala!

4) Discussão preguiçosa com a coletânea
Isso acontece quando o candidato se identifica tanto com um dos textos de apoio que acaba ignorando os demais, o que pode provocar o tangenciamento do tema (e uma nota bem baixa).

5) Falsa erudição
Citações artificiais ou “afetadas” podem destoar do tema da redação ou do estilo do enunciador. Quando, de fato, são de domínio do candidato, que realmente conhece as ideias de um pensador, mencioná-las é sinal de letramento – o que é bom. No entanto, quando decoradas para “tentar impressionar”, as boas ideias podem virar um grande desastre.

fonte: http://goo.gl/Oa0L8o
data da publicação no site da faculdade paranapanema: 18/12/2015 as 10:00

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